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sábado, 16 de setembro de 2017

PREVENÇÃO CONTRA O SUICÍDIO


Quando a ideia de suicídio, porventura, te assome à cabeça, reflete, antes de tudo, na Infinita Bondade de Deus, que te instalou na residência planetária, solidamente estruturada, a fim de sustentar-te a segurança no Espaço Cósmico.

Em seguida, ora, pedindo socorro aos mensageiros da Providência Divina.

Medita no amor e na necesidade daqueles corações que te usufruem a convivência. Ainda que não lhes conheças, de todo, o afeto que te consagram e embora a impossibilidade em que te reconheces para medir quanto vales para cada um deles, é razoável ponderes quantas lesões de ordem mental lhe causarias com a violência praticada contra ti mesmo.

Se a idéia perniciosa continua a torturar-te, mesmo que te sintas doente, refugia-te no trabalho possível, em que te mostres útil aos que te cercam.

Visita um hospital, onde consigas avaliar as vantagens de que dispões, em confronto com o grande número de companheiros portadores de moléstias irreversíveis.

Vai pessoalmente ao encontro de algum instituto beneficente, a que se recolhem irmãos necessitados de apoio total, para os quais alguns momentos de diálogo amigo se transformam em preciosa medicação.

Lembra-te de alguém que saibas em penúria e busca avistar-te com esse alguém, procurando aliviar-lhe a carga de aflição.

Comparece, espontaneamente, aos contatos com os amigos reeducandos que se encontrem internados em presídio do seu conhecimento, de maneira a prestares a esse ou àquele algum pequenino favor.

Não desprezes a leitura de alguma página esclarecedora, capaz de renovar-te os pensamentos.

Entrega-te ao serviço do bem ao próximo, qualquer que ele seja e faze empenho em esquecer-te, porque a voluntária destruição de tuas possibilidades físicas não só representa um ato de desconsideração para com as bênçãos que te enriquecem a vida, como também será o teu recolhimento compulsório à intimidade de ti mesmo, no qual, por tempo indefinível, permanecerás no envolvimento de tuas próprias perturbações.

Emmanuel – Chico Xavier – Do livro “Pronto Socorro”,
edições C.E.U

ANTE O SUICÍDIO


      

      Se a idéia do suicídio alguma vez te visita o pensamento, reflete no infortúnio de alguém que haja tentado inutilmente destruir a si mesmo, quando pela própria imortalidade, está claramente incapaz
de morrer.
      Na hipótese de haver arremessado um projétil sobre si, ingerido esse ou aquele veneno, recusado a vida pelo enforcamento ou procurado extinguir as próprias forças orgânicas por outros meios, indubitavelmente arrastará consigo as conseqüências desse ato, a se lhe configurarem no próprio ser, na forma dos chamados complexos de culpa.
*
    Entendendo-se que a morte do corpo denso é semelhante a um sono profundo, de que a pessoa ressurgirá sempre, é natural que esse alguém penetre no Mundo Maior, na condição de vítima de si mesmo.
*
    Não nos é lícito esquecer que os suicidas, na Espiritualidade, não são órfãos da Misericórdia Divina, e, por isso mesmo, inúmeros benfeitores lhes propiciam o socorro possível. Entretanto, benfeitor algum consegue eximi-los, de imediato, do tratamento de recuperação que, na maioria das vezes, lhes custará longo tempo.
*
   Ponderando quanto ao realismo do assunto, por maiores se te façam as dificuldades do caminho, confia em Deus que, em te criando a vida, saberá defender-te e amparar-te nos momentos difíceis.
*
    Observa que não existem provações sem causa e, em razão disso, seja onde for, estejamos preparados para facear os resultados de nossas próprias ações do presente ou do passado, em nos referindo às existências anteriores.
*
    Cientes de que não existem problemas sem solução, por mais pesada a carga de sofrimento, em que te vejas, segue à frente, trabalhando e servindo, lançando um olhar par a retaguarda, de modo a verificar quantas criaturas existem carregando fardos de tribulações muito maiores e mais constrangedores do que os nossos.
*
   O melhor meio de nos premunirmos na Terra contra o suicídio, será sempre o de nos conservarmos no trabalho que a vida nos confia, porque o trabalho, invariavelmente dissolve quaisquer sombras que nos envolva a mente.
    E, por fim, consideremos, nas piores situações em que nos sintamos, que Deus, cujo infinito amor nos
sustentou até ontem, embora os nossos erros, em nos assinalando os propósitos de regeneração e
melhoria, nos sustentará também hoje. 



Do livro: Amigo - 
Psicografia: Francisco Candido Xavier. - 
Pelo espírito de: Emmanuel.

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

AOS QUASE SUICIDAS


Sim. É a dor fulminativa, a dor largamente suportada, aquela que se te acumulou no coração, qual represa de fogo e fel, e aquela outra que sempre temeste e que chegou, por fim, à maneira de tempestade, arrasando-te as forças.
São elas, essas agonias indizíveis, para as quais os dicionários humanos não te fornecem palavras adequadas à necessária definição, que, muitas vezes, te fazem desejar a morte, antes do momento em que a morte aparece a cada criatura terrestre, à feição de anjo libertador.
Ainda assim, compreendendo-te os ápices de angústia, em nome de todos aqueles que te amam, aquém das fronteiras de cinza, dos quais te despediste na grande separação, rogamos-te paciência e coragem.
Ergue-te, acima dos escombros das próprias ilusões e contempla os caminhos novos que a Infinita Bondade de Deus te reserva.
Se amarguras te azedaram os sonhos, espera pelo tempo, cujos filtros não funcionam debalde;
– se desenganos te buscaram, observa que ensinamentos te trazem;
– se dificuldades repontaram da estrada, estuda com elas qual a melhor solução aos teus problemas de paz e segurança;
– se provações surgiram, atribulando-te as horas, enumera as lições de que se façam portadoras, em teu benefício;
– se prejuízos te dilapidaram a existência, recorda que o trabalho nunca nos cerra as portas;
– e, se alguém te deixou a alma vazia de afeição, pensa no amor infinito que sustenta o Universo, na certeza de que outras almas te virão ao encontro, abençoando-te o dom de amar e de servir.
Nunca esmoreças, ante as dificuldades que te surjam no caminho para a vanguarda.
Quando estiveres a ponto de ceder à pior rendição de todas – aquela de recusar o dom da vida – detém-te a refletir em Deus que te criou para a Sabedoria e para o Amor.
E Ele, cujo poder arranca a erva da semente sepultada no chão para o esplendor solar, te arrebatará igualmente a qualquer tribulação, a fim de que sobrepaires, além de todos os fracassos e de todas as crises, de modo a que brilhes e avances para a frente, aprendendo e trabalhando, servindo e amando, em plenitude de vida imperecível.
Emmanuel / Francisco Cândido Xavier
(Do livro Mais Perto – Edição GEEM)

domingo, 26 de fevereiro de 2017

SOBRE O CARNAVAL




Nenhum espírito equilibrado em face do bom senso, que deve presidir a existência das criaturas, pode fazer a apologia da loucura generalizada que adormece as consciências, nas festas carnavalescas.



É lamentável que, na época atual, quando os conhecimentos novos felicitam a mentalidade humana, fornecendo-lhe a chave maravilhosa dos seus elevados destinos, descerrando-lhe as belezas e os objetivos sagrados da Vida, se verifiquem excessos dessa natureza entre as sociedades que se pavoneiam com o título de civilização. Enquanto os trabalhos e as dores abençoadas, geralmente incompreendidos pelos homens, lhes burilam o caráter e os sentimentos, prodigalizando-lhes os benefícios inapreciáveis do progresso espiritual, a licenciosidade desses dias prejudiciais opera, nas almas indecisas e necessitadas do amparo moral dos outros espíritos mais esclarecidos, a revivescência de animalidades que só os longos aprendizados fazem desaparecer.



Há nesses momentos de indisciplina sentimental o largo acesso das forças da treva nos corações e, às vezes, toda uma existência não basta para realizar os reparos precisos de uma hora de insânia e de esquecimento do dever.



Enquanto há miseráveis que estendem as mãos súplices, cheios de necessidade e de fome, sobram as fartas contribuições para que os salões se enfeitem e se intensifiquem o olvido de obrigações sagradas por parte das almas cuja evolução depende do cumprimento austero dos deveres sociais e divinos.



Ação altamente meritória seria a de empregar todas as verbas consumidas em semelhantes festejos, na assistência social aos necessitados de um pão e de um carinho.



Ao lado dos mascarados da pseudo-alegria, passam os leprosos, os cegos, as crianças abandonadas, as mães aflitas e sofredoras. Por que protelar essa ação necessária das forças conjuntas dos que se preocupam com os problemas nobres da vida, a fim de que se transforme o supérfluo na migalha abençoada de pão e de carinho que será a esperança dos que choram e sofrem? Que os nossos irmãos espíritas compreendam semelhantes objetivos de nossas despretensiosas opiniões, colaborando conosco, dentro das suas possibilidades, para que possamos reconstruir e reedificar os costumes para o bem de todas as almas.



É incontestável que a sociedade pode, com o seu livre-arbítrio coletivo, exibir superfluidades e luxos nababescos, mas, enquanto houver um mendigo abandonado junto de seu fastígio e de sua grandeza, ela só poderá fornecer com isso um eloqüente atestado de sua miséria moral.




Emmanuel
Psicografado pelo médium Francisco Cândido Xavier em Julho de 1939 / Revista Internacional de Espiritismo, Janeiro de 2001.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

ABORTO DE ANENCÉFALOS

Nada no Universo ocorre como fenômeno caótico, resultado de alguma desordem que nele predomine. O que parece casual, destrutivo, é sempre efeito de uma programação transcendente, que objetiva a ordem, a harmonia.

De igual maneira, nos destinos humanos sempre vige a Lei de Causa e Efeito, como responsável legítima por todas as ocorrências, por mais diversificadas se apresentem.

O Espírito progride através das experiências que lhe facultam desenvolver o conhecimento intelectual enquanto lapida as impurezas morais primitivas, transformando-as em emoções relevantes e libertadoras.

Agindo sob o impacto das tendências que nele jazem, fruto que são de vivências a nteriore
s, elabora, inconscientemente, o programa a que se deve submeter na sucessão do tempo futuro.

Harmonia emocional, equilíbrio mental, saúde orgânica ou o seu inverso, em forma de transtornos de vária denominação, fazem-se ocorrência natural dessa elaborada e transata proposta evolutiva.

Todos experimentam, inevitavelmente, as consequências dos seus pensamentos, que são responsáveis pelas suas manifestações verbais e realizações exteriores.

Sentindo, intimamente, a presença de Deus, a convivência social e as imposições educacionais, criam condicionamentos que, infelizmente, em incontáveis indivíduos dão lugar às dúvidas atrozes em torno da sua origem espiritual, da sua imortalidade.

Mesmo quando se vincula a alguma doutrina religiosa, com as exceções compreensíveis, o comportamento moral permanece materialista, utilitarista, atado às paixões defluentes do egotismo.

Não fosse assim, e decerto, muitos benefícios adviriam da co nvicção espiritual, que sempre define as condutas saudáveis, por constituírem motivos de elevação, defluentes do dever e da razão.

Na falta desse equilíbrio, adota-se atitude de rebeldia, quando não se encontra satisfeito com a sucessão dos acontecimentos tidos como frustrantes, perturbadores, infelizes…

Desequipado de conteúdos superiores que proporcionam a autoconfiança, o otimismo, a esperança, essa revolta, estimulada pelo primarismo que ainda jaz no ser, trabalhando em favor do egoísmo, sempre transfere a responsabilidade dos sofrimentos, dos insucessos momentâneos aos outros, às circunstâncias ditas aziagas, que consideram injustas e, dominados pelo desespero fogem através de mecanismos derrotistas e infelizes que mais o degrada, entre os quais o nefando suicídio.

Na imensa gama de instrumentos utilizados para o autocídio, o que é praticado por armas de fogo ou mediante quedas espetaculares de edifícios, de abismos, desarticula o cérebro fí sico e praticamente o aniquila…

Não ficariam aí, porém, os danos perpetrados, alcançando os delicados tecidos do corpo perispiritual, que se encarregará de compor os futuros aparelhos materiais para o prosseguimento da jornada de evolução.

* * *

É inevitável o renascimento daquele que assim buscou a extinção da vida, portando degenerescências físicas e mentais, particularmente a anencefalia.

Muitos desses assim considerados, no entanto, não são totalmente destituídos do órgão cerebral.

Há, desse modo, anencéfalos e anencéfalos.

Expressivo número de anencéfalos preserva o cérebro primitivo ou reptiliano, o diencéfalo e as raízes do núcleo neural que se vincula ao sistema nervoso central.

Necessitam viver no corpo, mesmo que a fatalidade da morte após o renascimento, reconduza-os ao mundo espiritual.

Interromper-lhes o desenvolvimento no útero materno é crime hediondo em relação à vida. Têm vida sim, embora em padrões diferentes dos considerados normais pelo conhecimento genético atual…

Não se tratam de coisas conduzidas interiormente pela mulher, mas de filhos, que não puderam concluir a formação orgânica total, pois que são resultado da concepção, da união do espermatozoide com o óvulo.

Faltou na gestante o ácido fólico, que se tornou responsável pela ocorrência terrível.

Sucede, porém, que a genitora igualmente não é vítima de injustiça divina ou da espúria Lei do Acaso, pois que foi corresponsável pelo suicídio daquele Espírito que agora a busca para juntos conseguirem o inadiável processo de reparação do crime, de recuperação da paz e do equilíbrio antes destruído.

Quando as legislações desvairam e descriminam o aborto do anencéfalo, facilitando a sua aplicação, a sociedade caminha, a passos largos, para a legitimação de todas as formas cruéis de abortamento.

… E quando a Humanidade mata o feto, prepara-se para outro s hediondos crimes que a cultura, a ética e a civilização já deveriam haver eliminado no vasto processo de crescimento intelecto-moral.

Todos os recentes governos ditatoriais e arbitrários iniciaram as suas dominações extravagantes e terríveis, tornando o aborto legal e culminando, na sucessão do tempo, com os campos de extermínio de vidas sob o açodar dos mórbidos preconceitos de raça, de etnia, de religião, de política, de sociedade…

A morbidez atinge, desse modo, o clímax, quando a vida é desvalorizada e o ser humano torna-se descartável.

As loucuras eugênicas, em busca de seres humanos perfeitos, respondem por crueldades inimagináveis, desde as crianças que eram assassinadas quando nasciam com qualquer tipo de imperfeição, não servindo para as guerras, na cultura espartana, como as que ainda são atiradas aos rios, por portarem deficiências, para morrer por afogamento, em algumas tribos primitivas.

Qual, porém, a diferença entre a ati tude da civilização grega e o primarismo selvagem desses clãs e a moderna conduta em relação ao anencéfalo?

O processo de evolução, no entanto, é inevitável, e os criminosos legais de hoje, recomeçarão, no futuro, em novas experiências reencarnacionistas, sofrendo a frieza do comportamento, aprendendo através do sofrimento a respeitar a vida.

* * *

Compadece-te e ama o filhinho que se encontra no teu ventre, suplicando-te sem palavras a oportunidade de redimir-se.

Considera que se ele houvesse nascido bem formado e normal, apresentando depois algum problema de idiotia, de hebefrenia, de degenerescência, perdendo as funções intelectivas, motoras ou de outra natureza, como acontece amiúde, se também o matarias.

Se exercitares o aborto do anencéfalo hoje, amanhã pedirás também a eliminação legal do filhinho limitado, poupando-te o sofrimento como se alega no caso da anencefalia.

Aprende a viver dignamente agora, para que o teu seja um amanhã de bênçãos e de felicidade.

Joanna de Angelis 
Psicografia de Divaldo Pereira Franco, na reunião mediúnica de 11 de 
abril de 2012, no Centro Espírita Caminho da Redenção, em Salvador, Bahia. 
Em 14.04.2012.

sábado, 21 de janeiro de 2017

RELIGIÃO PURA



            “A religião pura e imaculada para com Deus, o Pai é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e guardar-se da corrupção do mundo." – TIAGO, 1:27

            Os homens disputam entre si qual seria a melhor religião, qual a verdadeira religião.
            Os católicos dizem que é o Catolicismo.
            Os evangélicos dizem ser a sua.
            Os protestantes afirmam que é a deles.
            Os espíritas pensam não ter dúvidas: é o Espiritismo.
            E assim as demais crenças acreditam que são donas da verdade.
            Mas, na verdade, qual é a verdadeira, se cada um acredita ser a sua; serão todas? Se forem todas por que, então, existem tantas? Uma só não seria suficiente para todos os homens?
            Sim, a verdadeira religião é uma só e se resume em apenas uma palavra: Amor!
            Amor a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo!
            Deixemos de lado as formalidades, os rituais, as crenças vazias e, principalmente, nossas más tendências, amando-nos como irmãos, todos filhos de um mesmo Pai, praticando a Lei de Amor, Justiça e Caridade, assim estaremos vivenciando a mais pura religião.

 XAVIER, Francisco C., pelo Espírito Emmanuel. Palavras de Vida Eterna.14. ed., Uberaba-MG: CEC, 1990, lição 139


sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

CARTA DE ANO NOVO





Ano Novo é também oportunidade de aprender, trabalhar e servir. O tempo como paternal amigo, como que se reencarna no corpo do calendário, descerrando-nos horizontes mais claros para necessária ascensão.

Lembra-te de que o ano em retorno, é novo dia a convocar-te para a execução de velhas promessas que ainda não tivestes a coragem de cumprir.

Se tens inimigos faze das horas renascer-te o caminho da reconciliação.

Se foste ofendido, perdoa, a fim de que o amor te clareie a estrada para frente.

Se descansaste em demasia, volve ao arado de tuas obrigações e planta o bem com destemor para a colheita do porvir.

Se a tristeza te requisita esquece-a e procura a alegria serena da consciência tranquila no dever bem cumprido.

Ano Novo! Novo Dia!

Sorri para os que te feriram e busca harmonia com aqueles que te não entenderam até agora.

Recorda que há mais ignorância que maldade em torno de teu destino.

Não maldigas nem condenes.

Auxilia a acender alguma luz para quem passa ao teu lado, na inquietude da escuridão.

Não te desanimes nem te desconsoles.

Cultiva o bom ânimo com os que te visitam dominados pelo frio do desencanto ou da indiferença.

Não te esqueças de que Jesus jamais se desespera conosco e, como que oculto ao nosso lado, paciente e bondoso, repete-nos de hora a hora: - Ama e auxilia sempre. Ajuda aos outros amparando a ti mesmo, porque se o dia volta amanhã, eu estou contigo, esperando pela doce alegria da porta aberta de teu coração.

Pelo Espírito Emmanuel

XAVIER, Francisco Cândido. Vida e Caminho. Espíritos Diversos. GEEM.

NATAL



"Glória a Deus nas Alturas, paz na Terra e boa-vontade para com os
homens." - Lucas, 2:14.

As legiões angélicas, junto à Manjedoura, anunciando o Grande
Renovador, não apresentaram qualquer palavra de violência.
Glória a Deus no Universo Divino.
Paz na Terra.
Boa-vontade para com os Homens.
O Pai Supremo legando a nova era de segurança e tranquilidade ao
mundo, não declarava o Embaixador Celeste investido de poderes
para ferir ou destruir.
Nem castigo ao rico avarento.
Nem punição ao pobre desesperado.
Nem desprezo aos fracos.
Nem condenação aos pecadores.
Nem hostilidade para com o fariseu orgulhoso.
Nem anátema contra o gentio inconsciente.
Derramava-se o Tesouro Divino, pelas mãos de Jesus, para o serviço
da Boa-Vontade.
A justiça do "olho por olho" e do "dente por dente" encontrara, enfim,
o Amor disposto à sublime renúncia até à cruz.
Homens e animais, assombrados ante a luz nascente na estrebaria,
assinalaram júbilo inexprimível...
Daquele inolvidável momento em diante a Terra se renovaria.
O algoz seria digno de piedade.
O inimigo converter-se-ia em irmão transviado.
O criminoso passaria à condição de doente.
Em Roma, o povo gradativamente extinguiria a matança nos circos.
Em Sídon, os escravos deixariam de ter os olhos vazados pela
crueldade dos senhores. Em Jerusalém, os enfermos não mais seriam
relegados ao abandono nos vales de imundície.
Jesus trazia consigo a mensagem da verdadeira fraternidade e, revelando-a, transitou vitorioso, do berço de palha ao madeiro sanguinolento.
Irmão, que ouves no Natal os ecos suaves do cântico milagroso dos anjos, recorda que o Mestre veio até nós para que nos amemos uns aos outros.
Natal! Boa Nova! Boa-Vontade!...
Estendamos a simpatia para com todos e comecemos a viver
realmente com Jesus, sob os esplendores de um novo dia.

Livro: Fonte Viva - Espírito Emmanuel
psicografia de Chico Xavier

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

ANTE OS QUE PARTIRAM




Nenhum sofrimento, na Terra, será talvez comparável ao daquele coração que se debruça sobre outro coração regelado e querido que o ataúde transporta para o grande silêncio.
Ver a névoa da morte estampar-se, inexorável, na fisionomia dos que mais amamos, e cerrar-lhes os olhos no adeus indescritível, é como despedaçar a própria alma e prosseguir vivendo...
Digam aqueles que já estreitaram de encontro ao peito um filhinho transfigurado em anjo da agonia; um esposo que se despede, procurando debalde mover os lábios mudos; uma companheira, cujas mãos consagradas à ternura pendem extintas; um amigo que tomba desfalecente para não mais se erguer, ou um semblante materno acostumado a abençoar, e que nada mais consegue exprimir senão a dor da extrema separação, através da última lágrima!
Falem aqueles que, um dia, se inclinaram, esmagados de solidão, à frente de um túmulo; os que se rojaram em prece nas cinzas que recobrem a derradeira recordação dos entes inesquecíveis; os que caíram, varados de saudade, carregando no seio o esquife dos próprios sonhos; os que tatearam, gemendo, a lousa imóvel, e os que soluçaram de angústia, no adito dos próprios pensamentos, perguntando, em vão, pela presença dos que partiram...
Todavia, quando semelhante provação te bata à porta, reprime o desespero e dilui a corrente da mágoa na fonte viva da oração, porque os chamados mortos são apenas ausentes e as gotas de teu pranto lhes fustigam a alma como chuva de fel.
Também eles pensam e lutam, sentem e choram.
Atravessam a faixa do sepulcro como quem se desvencilha da noite, mas, na madrugada do novo dia, inquietam-se pelos que ficaram... Ouvem-lhes os gritos e as súplicas, na onda mental que rompe a barreira da grande sombra e tremem cada vez que os laços afetivos da retaguarda se rendem à inconformação ou se voltam para o suicídio.
Lamentam-se quanto aos erros praticados e trabalham, com afinco, na regeneração que lhes diz respeito.
Estimulam-te à prática do bem, partilhando-te as dores e as alegria.
Rejubilam-se com as tuas vitórias no mundo interior e consolam-te nas horas amargas para que te não percas no frio do desencanto.
Tranqüiliza, desse modo, os companheiros que demandam o Além, suportando corajosamente a despedida temporária, e honra-lhes a memória, abraçando com nobreza os deveres que te legaram.
Recorda que, em futuro próximo que imaginas, respirarás entre eles, comungando-lhes as necessidades e os problemas, porquanto terminarás também a própria viagem no mar das provas redentoras...
E, vencendo para sempre o terror da morte, não nos será lícito esquecer que Jesus, o nosso Divino Mestre e Herói do Túmulo Vazio, nasceu em noite escura, viveu entre os infortúnios da Terra e expirou na cruz, em tarde pardacenta, sobre um monte empedrado, mas ressuscitou aos cânticos da manhã, no fulgor de um jardim.

Emmanuel
Fonte: "Religião dos Espíritos", Francisco C. Xavier (Médium) / Emmanuel (Espírito) - FEB

sábado, 29 de outubro de 2016

TUDO É MAGNETISMO



Tudo é magnetismo no campo universal.


A gota d’água obedece aos imperativos da afinidade química, os sóis se harmonizam, através da atração, dentro da leis cósmicas.


Imantamo-nos uns aos outros, pelos laços do amor ou do ódio, e, pelo perdão ou pela vingança, algemamo-nos mutuamente.


Em razão disso, imaginar é centralizar energias na direção dos objetivos que nos propomos alcançar.


Quem ama e ajuda acende claridade sublime. Quem odeia e perturba arremessa treva espessa para fora de si.


Nessa cadeia de manifestações da nossa vontade, todos nós magnetizamos, pessoas, situações e elementos, nas vibrações de nosso propósito atuante, para trazê-los ao nosso círculo pessoal.


Será o amanhã, segundo idealizamos hoje, tanto quanto hoje é o reflexo de ontem.


A mente estende fios vivos, em todos os lugares, por onde transitam os interesses que lhe dizem respeito e, através desses fios potentes e milagrosos, apesar de invisíveis, atingimos a concretização dos mais recônditos intentos.


Mentalizando, o homem sobe ao céu ou desce ao inferno, porque nós mesmos, segundo as diretrizes ocultas que preferimos, nos elevamos às culminâncias da luz ou nos arremessamos aos despenhadeiros da sombra.


Guarde, pois, cauteloso, a fonte dos seus pensamentos que a cada mundo, se fazem agentes ativos de suas deliberações no bem ou no mal, onde o seu espírito estiver trabalhando.


Toda criatura emite e recebe aflúvios e ondas de criação, renovação e destruição, no campo das idéias, porquanto a idéia é a força plástica, exteriorizante e inextinguível da alma eterna, no infinito do espaço e do tempo.


De acordo com os projetos que você apresentar à vida, a vida, que é a gloriosa manifestação de Deus, responderá a você com as realizações desejadas.


Subir e descer, esperar ou desesperar, lucrar ou perder, melhorar ou piorar, crescer ou reduzir, avançar ou estacionar resultam de nossa atitude interior.


Vigie o pensamento e a vontade, para que se desenvolvam e marchem, dentro dos moldes do ilimitado Bem e jamais se arrependerá, porque o próprio Cristo ensinou, de viva voz, que “o homem possui o seu tesouro onde guarda o coração”.


Pelo Espírito Ismael Souto
Na obra “Nosso Livro”
Francisco Cândido Xavier

sábado, 17 de setembro de 2016

VENCERÁS



Não desanimes.

Persiste mais um tanto.

Não cultives pessimismo.

Centraliza-te no bem a fazer.

Esquece as sugestões do medo destrutivo.

Segue adiante, mesmo varando a sombra dos próprios erros.

Avança ainda que seja por entre lágrimas.

Trabalha constantemente.

Edifica sempre.

Não consintas que o gelo do desencanto te entorpeça o coração.

Não te impressione a dificuldade.

Convence-te de que a vitória espiritual é construção para o dia-a-dia.

Não desistas da paciência.

Não creias em realização sem esforço.

Silêncio para a injúria,

Olvido para o mal.

Perdão às ofensas.

Recorda que os agressores são doentes.

Não permitas que os irmãos desequilibrados te destruam o trabalho ou te apaguem a esperança.

Não menosprezes o dever que a consciência te impõe.

Se te enganaste em algum trecho do caminho, reajusta a própria visão e procura o rumo certo.

Não contes vantagens ou fracassos.

Estuda buscando aprender.

Não te voltes contra ninguém.

Não dramatizes provações ou problemas.

Conserva o hábito da oração para que se te faça luz na vida íntima.

Resguarda-te em Deus e persevera no trabalho que Deus te confiou.

Ama sempre, fazendo pelos outros o melhor que possas realizar.

Age auxiliando.

Serve em apego.

E assim vencerás.


Livro: "Astronautas do Além" - Psicografia Francisco Cândido Xavier - Espíritos Diversos - edição GEEM.

UM TANTO MAIS





Você guarda a impressão de haver esgotado o estoque de todos os seus recursos, em determinada tarefa de amor, mas se você perseverar um tanto mais no devotamento, ninguém pode prever os louros de luz que brilharão em seu passo.

Você está doente e pretende obter licenças de longo prazo, mas se você continuar um tanto mais em serviço, ninguém pode prever o tesouro de forças novas que lhe aparecerá no caminho.

Você encontrou imensas dificuldades no exercício das boas obras e anseia fugir delas, mas se você persistir um tanto mais na construção da beneficência, ninguém pode prever o triunfo que as suas horas recolherão, nas fontes vivas da caridade.

Você acredita que não pode tolerar o amigo importuno, o filho teimoso, o irmão inconsciente, a esposa inconstante ou o marido insensato, mas se você suportar um tanto mais a luta em família, ninguém pode prever a extensão do júbilo provindouro em seu ninho doméstico.

Você supõe que o azar é o clima e chora na bica do desespero, mas se você cultivar um tanto mais de fidelidade às próprias obrigações, ninguém pode prever a amplitude do seu êxito, no amanhã que vem perto.

Você experimenta enorme cansaço e não quer dar ouvidos ao companheiro de longa conversa, mas se você esticar um tanto mais o seu sacrifício, ninguém pode prever os prodígios da colheita de bênção que surgirão dos seus breves minutos de gentileza.

Observe que você mesmo para realizar isso ou aquilo, exige incessantemente dos semelhantes um tanto mais de bondade, um tanto mais de cooperação, um tanto mais de tempo, um tanto mais de carinho...

O gênio é a paciência que na se acaba.

É justo que você deseje um tanto mais de felicidade, mas para isso, é necessário que você ajude um tanto mais a felicidade dos outros.

Repare você as lições da vida e compreenderá que a vitória no bem é sempre trabalhar conforme o dever e servir um tanto mais.


Do livro: Ideal Espírita, Médium: Francisco Cândido Xavier - Espíritos Diversos

sábado, 10 de setembro de 2016

UMA GRANDE AGONIA



À todas as pessoas encarnadas que Já pensaram ou nunca pensaram em suicídio, eu gostaria de fazer um advertência: “O SUICÍDIO É O INÍCIO DE UMA GRANDE AGONIA”

Suicidar-se não culmina com o desaparecimento de nossos problemas...

Suicidar-se culmina com sofrimento advindo milhões de vezes maior que o sofrimento terreno!

Apesar de estarmos desiludidos com tudo e com todos, o nosso sofrimento é terreno e passageiro, enquanto que o sofrimento dos suicidas é espiritual e sem limites.

Ao pensar em suicídio lembre-se de nós, suicidas, que além de sofrermos, nada podemos fazer materialmente para solucionar nossos problemas...

Antes de tentar acabar com sua vida, lembre-se que foi você quem a pediu para regenerar-se nessa Encarnação. Encare o problema! Eles podem ser um, dois ou cem problemas em sua cabeça, suporte-os! Se você foi capaz de sofrer um dia, sofra mais trezentos e sessenta e cinco dias, sofra o dobro disso. Pois uma coisa eu lhes garanto, quando você merecer e estiver preparado, sua felicidade virá...

Ela lhe encontrará dormindo, comendo ou chorando. No momento exato o bálsamo aliviador lhe atingirá o coração, solucionará todos os seus milhões de problemas e, mesmo que sua felicidade dure apenas algumas horas, ela será tão intensa, tão Divina e infinita, que estes poucos minutos de excelsitude lhe recompensarão anos e anos de Sofrimentos...

Olhe ao seu ao seu redor. Só você sofre? Claro que não, outras pessoas tem problemas às vezes bem maiores que o seu, e estão aí na luta. Porque só você desistirá da Batalha?

Você é um ser humano normal, inteligente e comum, como todos os mortais, a única diferença é que você está vivo e nós não!!

Você tem nas mãos um triunfo, um dom divino, saiba usá-lo e você não se arrependerá...

Não faça como nós, os suicidas, que temos nas mãos a nossa vida, a nossa solução e, no entanto, fizemos dela um longo inverno é inenarrável sofrimento...

Nós esquecemos que na terra existem flores, e agora nós a vemos, apenas vemos e com você é diferente, você pode colhê-las e dá-las à alguém, num lindo gesto de amor, nós também já fizemos isso num dia, mas nunca tínhamos dado às flores tanta importância. Nós desistimos, ou melhor, fugimos e por isso merecemos ter flores apenas do cemitério...

Nós esquecemos do sorriso, e o sorriso é coisa tão bonita, principalmente quando alguém percebe nosso sorriso. Eis aí o seu Triunfo! Nós podemos passar horas e horas sorrindo, ninguém percebe que estamos sorrindo! Isso nos deixa tristes, não temos para quem sorrir!

 Ao nos suicidarmos, infringimos uma das maiores uma das mais importantes leis da Esfera Celestial; ao me suicidar, eu não só abdiquei das Flores e dos sorrisos, como também abdiquei de todas as pessoas que amo e que precisam de mim.

 Nós, os suicidas, fazemos uma advertência:
“Antes de suicidar-se, experimente ver apenas mais um pôr do sol! Ao ver o sol se pondo, deixe que ele leve seus problemas, e depois quando ele surgir brilhando e cheio de vida, pergunte a ele: ‘cadê o sofrimento que te entreguei ontem? Ele Continuará calado, ficará brilhando, dando toda a beleza de um amanhecer.’”

Faça isso outra vez, e verás no sol e no céu a solução dos seus problemas, CRISTO! Ele é a SALVAÇÃO!

Antes de suicidar-se, lembre-se de mim que cometi um ato lastimável e hoje lhe digo: “SUICÍDIO NÃO É O FIM, É PELO CONTRÁRIO, O INÍCIO DE UMA GRANDE E VAGAROSA AGONIA!!”  

Um Espírito Amigo

Mensagem recebida na noite de 28 de outubro de 1984 pela médium Elenira dos Santos Mesquita em reunião pública no Centro Espírita André Luiz em Imperatriz - Maranhão